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terça-feira, 1 de março de 2011

MARLEI - A obra-prima de MÁRIO MOREIRA LEITE

A bela silhueta do MARLEI


Mário Moreira Leite começou muito cedo a trabalhar em automóveis. Tinha apenas 10 anos quando entrou pela primeira vez numa oficina para fazer um dia de trabalho. Ao longos dos anos foi adquirindo a experiência necessária para explorar todos os segredos da arte da mecânica. Quando fez 18 anos, em 1933, tirou a carta de condução e aí já podia experimentar sem problemas legais as viaturas na estrada. 
A título de curiosidade, por esta altura o Código da Estrada era bastante rudimentar, com apenas cinco sinais de trânsito e circulação em ambos os sentidos em todas as vias de veículos mecânicos e sobretudo os de tracção animal utilizados por vendedores, transportadores, distribuidores e, obviamente, para deslocação pessoal e particular. A atracção de Mário Moreira Leite pelos automóveis progrediu de mecânico até piloto em provas desportivas. 
Um dia, já nos anos 50, entrou na sua oficina um Opel Olympia Caravan todo "amarrotado" devido a um acidente. Mário Moreira Leite, em vez de lhe dar o destino habitual nestes casos, a sucata, decidiu aproveitá-lo para concretizar um seu velho sonho: construir um carro de competição. Já chefe dos mecânicos da garagem onde trabalhava, Mário Moreira Leite transformou paulatinamente os destroços do Opel Olympia Caravan no seu tão desejado e sonhado MARLEI.
Aproveitou a plataforma, as suspensões, o motor e a direcção do Opel e acrescentou-lhe a transmissão e o sistema de travagem de um Vauxhall. A partir de uma estrutura de tubos e painéis de aço soldados completou um robusto chassis e "vestiu" o carro com uma leve carroceria de alumínio de apenas 35 kgs. Terminado um período de intenso trabalho toda a gente admirou um belo carro desportivo de apenas 500 kgs que "voava" até aos 170 km/h e Mário Moreira Leite afiançava que o seu carro era impossível de se virar, devido à largura de eixos e ao baixo centro de gravidade. 
O MARLEI fez o seu baptismo desportivo em 1955, no IV Rali do Porto, terminando a prova num interessante 2º lugar. 
O traço inconfundível do MARLEI

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